Análise ao KDE 4.1 Final no Ubuntu
Aug 10th, 2008 by Rui Brás
Após seis meses em desenvolvimento, eis que chegou a versão final do KDE 4.1.
Para instalar o KDE 4.1 final no Ubuntu 8.04 (e seus derivados), basta seguir o guia que eu já tinha disponibilizado neste post.

Já o estive a testar no meu Ubuntu, por isso acho que posso fazer um mini review a algumas das novidades desta nova versão:
O tradicional menu “iniciar” do KDE foi substituído pelo KickOff, que é um menu desenhado pela Novell para o openSUSE, com o objectivo de tornar a sua navegação mais fácil e intuitiva. Quando o utilizei pela primeira vez, não gostei muito e achei-o confuso. Passado algum tempo, comecei não só a “entranhar” o seu funcionamento, como também a gostar da sua utilização.

Cover Switch – Este é um novo modo de seleccionar janelas através do comando Alt-Tab. O seu aspecto faz lembrar o Cover Flow da Apple (para não dizer que é igual), que podemos encontrar no iTunes e no Finder.

O gestor de ficheiros Dolphin foi alvo de alguns melhoramentos, entre os quais está a possibilidade de desseleccionar itens individualmente, bastando para isso clicar num “menos” vermelho que aparece em cada item seleccionado.

O novo player de vídeo é o Dragon Player, que demonstra ser bem mais simples do que o antigo Kaffeine (talvez simples de mais, porque eu tentei colocar legendas .str num filmes .avi e não consegui).

O pior bug que encontrei foi a terrível performance deste ambiente gráfico no meu PC. No site do KDE fiquei a saber que este erro deve-se a um problema com as drivers proprietárias das placas gráficas da Nvidia, drivers essas que eu tenho instaladas no meu portátil. A solução que encontrei para atenuar este problema, foi desligar a maior parte dos efeitos do Kwin, que é o gestor de janelas do KDE (equivalente ao Compiz e ao Metacity).
Conclusão: O KDE 4 está a melhorar a olhos vistos, mas mesmo assim ainda tem um longo percurso pela frente. Gosto do aspecto, gosto das inúmeras funções e configurações que este nos permite fazer (ao contrário do GNOME), mas ainda não é o suficiente para me fazer abandonar a estabilidade do GNOME. Quem sabe se na versão 4.2 eu não fico totalmente convencido.
Quem quiser conhecer as restantes novidades do KDE4.1, pode faze-lo lendo o anúncio oficial desta versão.
