aMSN2 (+ ou Vs) Emesene2?
Jan 5th, 2009 by Rui Brás
Ontem à noite fui informado pelo Ricardo Ferreira (colega de Peopleware), que já está disponível a versão 2.0 alpha do Emesene. Se quiserem ver o artigo que ele escreveu sobre esta versão de desenvolvimento cliquem aqui.
O surgimento desta versão 2.0 foi uma surpresa para algumas pessoas, porque há uns meses atrás foi anunciado o aMSN2 e na equipa de desenvolvimento deste programa apareceram os nomes de alguns dos programadores do Emesene, inclusivamente do Mariano Guerra (criador do projecto), o que fez com que surgissem rumores sobre o “congelar” do desenvolvimento do Emesene.
Tal não aconteceu, e o Mariano Guerra justifica-se:
- No Emesene 2, o protocolo e a GUI são independentes, por isso a contribuição que ele se comprometeu a dar – a GUI em GTK – será fornecida ao projecto aMSN através da GUI do Emesene2.
- As diferenças de opinião sobre o desenvolvimento do protocolo e a necessidade de testar novas soluções, justificam a divergência no núcleo do projecto, desenvolvendo assim cada um deles o seu protocolo.
Há quem critique esta opção e justifica-a com a necessidade de haver um convergência de esforços. Eu não concordo com essa critica:
Continua a haver uma convergência de esforços, porque há troca de conhecimentos entre ambos, tanto que o aMSN2 vai integrar “uma parte” do Emesene2. Como a licença de ambos é a GPL, qualquer inovação pode ser copiada, adaptada ou ignorada pelo vizinho.
Depois, há o problema das diferenças de opinião no protocolo: cada um acha que o seu caminho é o melhor para implementar uma determinada funcionalidade, e assim sendo, não se cortam as asas ao outro e cada um desenvolve a sua solução; e se mais tarde um deles reconhecer que a solução do outro projecto é a melhor, volta a trás e adopta-a.
Eu, como utilizador, prefiro ter duas soluções viáveis à minha disposição (cada uma delas com os seus prós e contras), para que:
- A minha dependência desse programa seja menor;
- Haja uma efectiva concorrência;
- E sobretudo, possa optar por aquela que mais aposta nas funcionalidades que eu mais uso (exemplo: o Emesene 1.0 funciona com as mensagens offline e o aMSN 0.97 não).
Agora só nos resta esperar pelas versões finais e decidir qual será o clone de referência do Windows Live Messenger. Que ganhe o melhor.

Bem, eu por enquanto continuo a usar o Pidgin, mas estou de olho aberto a elas.
Utilizo o aMSN 0.97.2 e suporta offline messaging. E enquanto for a única aplicação (além do Kopete que eu detesto como tudo o que é KDE) a suportar webcam, não há grandes alternativas. Era uma das coisas que eu gostava mesmo muito de ver implementada no Emesene
Abraço
@Francisco Costa
Também é o que uso actualmente.
@ Marco Barreto
O suporte é muito limitado, porque durante o desenvolvimento da versão 0.97 essa característica foi retirada/limitada devido aos erros que dava. Se não me engano, ele consegue receber, mas se iniciares uma conversa com alguém que esteja offline, ele não consegue estabelecer a ligação. Por vezes eu consigo falar porque a ligação está estabelecida (o outro contacto é que iniciou a conversa), e a partir daí, e num determinado espaço de tempo até a conversa ser encerrada por inactividade, há possibilidade de trocar mensagens.
É esta a sensação que tenho, e reforço-a com a poll que se encontra do lado esquerdo do site do amsn, no qual perguntam qual a característica que desejávamos e que não entrou no 0.97, e uma delas é a comunicação em offline.