O Firefox, a Mozilla e a questão do logótipo
Jun 30th, 2009 by Rui Brás
Como já devem ter percebido, sou utilizador de software livre e tenho dedicado grande parte do meu tempo a analisar, divulgar e a defender a ideologia que está por detrás desses mesmos bytes. Mas (há sempre um “mas” pelo meio), não consigo deixar de mostrar alguma incompreensão para com o pânico criado à volta das restrições de uso do logótipo do Firefox.
Acho que não é muito difícil perceber que o que a Mozilla pretende evitar com essas restrições é a criação de derivados que se confundam com o próprio Firefox. Está aqui em questão a defesa de uma marca, a defesa de um produto. Qualquer pessoa pode utilizar o código, alterá-lo, redistribui-lo, desde que não o faça de tal maneira que este derivado “passe” pelo Firefox original (aquele que a Mozilla criou e que dá a cara por ele).
Se alguém quiser fazer alterações ao código, pode fazê-lo (e até é incentivado), mas terá de usar um novo logótipo e um novo nome. Estes até podem ser parecidos aos originais, desde que não criem a ilusão de que se trata “do Firefox saído directamente dos servidores da Mozilla“.
Não nos podemos esquecer que a criação de uma marca e a imposição de regras ao seu uso, não é uma coisa criada por uns “malvados” que só querem restringir os direitos de utilização do produto em questão; muito pelo contrário: a empresa que produz o produto fica protegida contra as alterações ao original, protegendo assim também o seu bom nome ao evitar que lhe sejam imputadas situações que nada têm a ver com ela. Por outro lado, o consumidor passa a ter a garantia de que ao utilizar um produto daquela marca, está a consumir o original e não um qualquer derivado.
Há que ter bom senso, analisar os “porquês” e não entrar numa onda fanática, porque, por norma, isso não dá bons resultados. Digo eu.

Usa o Icecat e tens esse problema resolvido
Do ponto de vista do utilizador (que é o meu caso), não se levanta problema nenhum, porque posso usar e redistribuir sem quaisquer limitações.
Se um dia destes aprender a programar, aí sim, hei-de pensar em criar um derivado melhorado (claro!) e dar-lhe um nome jeitoso que não deixe a Mozilla furiosa, do tipo: “Faierfócse”. Acho que assim não me chateavam.