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Como já devem ter percebido, sou utilizador de software livre e tenho dedicado grande parte do meu tempo a analisar, divulgar e a defender a ideologia que está por detrás desses mesmos bytes. Mas (há sempre um “mas” pelo meio), não consigo deixar de mostrar alguma incompreensão para com o pânico criado à volta das restrições de uso do logótipo do Firefox.

Acho que não é muito difícil perceber que o que a Mozilla pretende evitar com essas restrições é a criação de derivados que se confundam com o próprio Firefox. Está aqui em questão a defesa de uma marca, a defesa de um produto. Qualquer pessoa pode utilizar o código, alterá-lo, redistribui-lo, desde que não o faça de tal maneira que este derivado “passe” pelo Firefox original (aquele que a Mozilla criou e que dá a cara por ele).

Se alguém quiser fazer alterações ao código, pode fazê-lo (e até é incentivado), mas terá de usar um novo logótipo e um novo nome. Estes até podem ser parecidos aos originais, desde que não criem a ilusão de que se trata “do Firefox saído directamente dos servidores da Mozilla“.

Não nos podemos esquecer que a criação de uma marca e a imposição de regras ao seu uso, não é uma coisa criada por uns “malvados” que só querem restringir os direitos de utilização do produto em questão; muito pelo contrário: a empresa que produz o produto fica protegida contra as alterações ao original, protegendo assim também o seu bom nome ao evitar que lhe sejam imputadas situações que nada têm a ver com ela. Por outro lado, o consumidor passa a ter a garantia de que ao utilizar um produto daquela marca, está a consumir o original e não um qualquer derivado.

Há que ter bom senso, analisar os “porquês” e não entrar numa onda fanática, porque, por norma, isso não dá bons resultados. Digo eu.

Se sim, dá uma olhadela a este site.

Lá vais encontrar as últimas “builds” do Chromium para Linux (pacotes .deb), Windows e Mac OS X. É preciso ter noção de que se tratam de pacotes muito (mas mesmo muito) instáveis, e alguns deles terão apenas minutos de diferença da versão anterior.

As principais vantagens de recorrer a estes pacotes para Linux face aos do repositório PPA, são: a maior rapidez (saem vários pacotes por dia), metade do tamanho e o facto de não abrir a consola quando “ligamos” o browser.

Vá, vão lá sacar os pacotes, seus “Google fanboys”. :)

Interrompo a minha ausência deste blog para deixar um pequeno guia sobre algo que só há pouco tempo é que me lembrei a aprender: instalar as GPG keys nos repositórios do Launchpad.

O esquema é simples: na página do Launchpad onde encontramos o repositório de um determinado projecto (Launchpad> “Nome do Projecto”> PPA), encontramos também um link para aceder à chave GPG que irá autenticar esse mesmo repositório.

gpg-key-iVamos clicar nesse link — que nos levará a uma outra página na qual teremos também de clicar  no link composto por números e letras (é o primeiro dos dois links que aparecem). Na página aberta aparecerá um titulo e por baixo dele um código — temos de seleccionar/copiar tudo menos o titulo.

gpg-key-2

Agora, vamos abrir o Editor de Texto (Aplicações> Acessórios> Editor de Texto), colar o código e gravar o ficheiro num sitio qualquer.

Por fim, basta ir ao menu Sistema> Administração> Fontes de Aplicações, abrir o separador “Autenticação”, carregar no botão “Importar Ficheiro de Chaves” e seleccionar o ficheiro que gravamos há pouco.

fontes-autenticacao

A partir de agora, o repositório PPA desse projecto passa a estar autenticado e já não dará erro sempre que actualizarmos as fontes de software do nosso Ubuntu.

Eu tento, eu faço um enorme esforço, mas não consigo gostar da empresa de Redmond. “E qual é o motivo desta vez?”. Desta vez venho-me queixar do Silverlight.

Como é que eu hei-de dizer isto sem parecer demasiado parcial: o Silverlight está prestes a tornar-se no próximo cancro da web. Porquê? Porque não tem uma versão para Linux o que faz com que o pessoal do pinguim fique às escuras. “Ah e tal, têm o Moonlight que é software livre, do que é que te estás a queixar?” – Estou a queixar-me porque o Moonlight não só está 10 passos atrás do Silverlight (a maioria das animações são feitas para serem lidas no Silverlight 2, o que faz com que o Moonlight 1.0 não as consiga usar), como também utiliza codecs proprietários da Microsoft – a.k.a. Windows Media; ou seja, lá se vai a liberdade pelo cano abaixo (e não me venham falar da instalação de um pacote com codecs FFmpeg porque o problema das possíveis violações de patentes fez com que o pessoal da Novell não o integrasse no projecto).

Este desabafo surgiu da minha tentativa falhada de ver a nova publicidade da Microsoft, que critica o preço dos Macs. Esse vídeo encontra-se no site da MS, e, claro está, só pode ser vista por quem tem o Silverlight 2 instalado no PC. Como estou a usar o Ubuntu e não tenho acesso a essa tecnologia, também não vou perder mais tempo a tentar ver esse vídeo – vou continuar a ver só os vídeos que estão em Flash, que também é uma tecnologia proprietária mas ao menos dão-se ao trabalho de ter não só uma versão oficial, como até utilizam o GNU/Linux como plataforma piloto para o desenvolvimento da versão 64 bits do Flash.

Update: o vídeo pode ser visto em Flash aqui.

Há vários anos (sim, anos!) que prometo a mim mesmo que vou começar a fazer screencasts para os blogs nos quais eu participo. Passou-se este tempo todo e nada. Eis que chegou o momento – o primeiro tem como objecto o notify-osd que é uma das principais novidades do Jaunty Jackalope.

Com a experiência, pode ser que surjam vídeos mais elaborados. :)

A menos de 24 horas do lançamento da versão Beta do Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope, decidi instalar a “daily” do dia de hoje para poder testar e fazer um pequeno review a este lançamento. Vamos lá percorrer algumas das novidades deste Ubuntu com nome de lebre.

Notify-OSD

Das várias novidades presentes no Jaunty, a mais visível será o novo sistema de notificações: notify-osd. Admito que na altura em que foi anunciado, eu não engracei muito com ele porque não permite acções sobre a notificação (por exemplo, clicar na notificação que diz que alguém entrou no “messenger” para que se abra a janela de conversação com essa pessoa). Agora que já o testei numa fase mais madura, posso dizer que estou a ficar convencido por estas notificações.

notify-osd-jaunty

O funcionamento é muito simples: A notificação aparece no canto superior direito e ali fica durante uns segundos (não podemos fazer acções sobre ela, nem sequer a fechar); se por algum motivo ela estiver a tapar alguma janela que nos interesse, basta passar o rato por cima que ela desaparece durante o tempo que o rato lá estiver. Para além disso, estas notificações são as mais bonitas que já vi (incluindo outros sistemas operativos).

No Pidgin encontrei um pequeno bug que faz com que a primeira conversa que tenhamos com alguém não desencadeie uma notificação. Nada que me chateie porque eu só tenho as notificações activas para quando alguém “entra” (fica online).

Artwork

Por falar em coisas visíveis, não posso deixar de referir o novo artwork do Ubuntu 9.04, que é composto por:
- Nova barra de progresso (mais fina e com um logótipo mais pequeno) no arranque e ao desligar o PC.

artwork1-jaunty

- Novo tema GDM (ecrã de login).

gdm-jaunty

- Três novos temas para o GNOME: (o famoso) Dust, Dust Sand e New Wave.

Renderização das Fontes

O Ubuntu passa a detectar o tipo de monitor e configura automaticamente a renderização das fontes (evitando assim o processo manual que expliquei aqui no blog, no Verão passado); no meu caso, detecta que eu tenho um LCD e selecciona a “suavização de subpixel”.

Botão do Volume

O botão do volume deixou de estar disposto na vertical para passar a estar na horizontal.

volume-jaunty

Pode parecer uma mudança insignificante, mas a mim tem me dado algumas dores de cabeça porque agora, ao rodar a wheel do rato num dos sentidos, o volume responde de forma oposta ao que fazia anteriormente (no sentido em que baixava o volume, agora levanta; no sentido em que levantava, agora baixa). Pode ser que no final desta semana já não me faça confusão.

Software

Em termos de software, o grande destaque vai para a chegada “oficial” do Openoffice 3.0. Já o utilizava no Intrepid através dos repositórios PPA, mas agora, com o Jaunty, a integração e suporte é feito pela Canonical, ou seja: aumento da qualidade.

De resto, posso destacar: Pidgin 2.5.5, Gimp 2.6.6, VLC 0.9.8a e VirtualBox 2.1.4.

Estabilidade e rapidez

Em termos de “qualidade”, posso dizer que esta BETA está excelente:

- O Ubuntu está suficientemente estável para ser usado no dia-a-dia; arrisco-me a dizer que ele está mais utilizável que o próprio Ubuntu 8.10. Sem ser o bug que vos falei nas notificações do Pidgin, ainda não detectei mais nenhum erro. Acrescento também que um bug que me afectava no Firefox do Intrepid, parece ter desaparecido (o bug aparecia, por vezes, quando clicava com o lado direito do rato num link, pelo que, em vez de abrir o menu de contexto, praticava uma acção completamente aleatória, como por exemplo, abrir o Evolution).

- O Jaunty está incrivelmente rápido: Não só na utilização (fluidez na execução de tarefas é o mote desta distro de Linux), como também a iniciar e a encerrar o PC. Pelo que tenho visto, duvido que o Windows 7 se fique a rir da performance deste pinguim.

Conclusão final

Como sempre, esta versão do Ubuntu prepara-se para ser a melhor de sempre (só o 6.10 Edgy Eft é que ficou aquém do seu antecessor – 6.06 Dapper Drake). O Jaunty ficou mais bonito, mais rápido, mais estável, mais compatível com todo o tipo de hardware, com algumas características novas e com um repositório cheio de software actualizado.

À pergunta “Vale a pena migrar já para o Jaunty?”, eu respondo que sim, porque as vantagens que esta beta traz são maiores do que os seus problemas. Mas se és utilizador do 8.10, estás satisfeito com ele e aborrece-te o facto de teres todos os dias novas actualizações para o Ubuntu, entre as quais as do kernel que uma vez por outra pode-te “lixar” o boot; nesse caso, deixa-te estar quietinho e não te aventures nesta beta. :)

NOTA: Esta é uma mini-análise que, consoante a minha disponibilidade de tempo, poderá ser actualizada com outros posts. Não prometo nada, mas fica aqui registada a minha intenção. :P

Então não é que a Microsoft decidiu dotar o Windows Live Hotmail com POP3?! Não meus amigos, não é dia 1 de Abril nem o mundo vai acabar amanhã; isto é mesmo verdade.

Primeira pergunta a fazer: – Quais os dados de acesso ao POP3 do Hotmail? – Via Lifehacker, podem ver a resposta no seguinte quadro:

POP server: pop3.live.com (Porta 995)
POP SSL required? Sim
Username: o.meu.email@hotmail.com
Password: a password do Hotmail

Segunda pergunta a fazer: – Como receber os emails do Hotmail automaticamente no meu Gmail? – É simples:
Com o Gmail aberto vamos clicar no menu “Settings” (Configurações), abrir o separador “Accounts” (Contas) e carregar no “Add a mail account you own” (Adicionar uma conta de e-mail que você possui). Agora, na janela que se abriu, vamos escrever o endereço da conta Hotmail e carregar no botão “Next Step“.
Por fim, basta configurar os menus da mesma maneira que eu o fiz na imagem seguinte e carregar no botão “Add Account“.

hotmail-no-gmail

Prático, simples e cultural. A partir de agora não há desculpas para mudar definitivamente para o Gmail porque todo e qualquer mensagem que caia na vossa conta Hotmail será enviado para a vossa conta no mail da Google. Agradeçam à Microsoft por vos facilitar a migração para o melhor e-mail da actualidade. ;)

É uma versão ainda muito verde(issima – chamar alfa a isto é favor), mas o que é certo é que já é possível instalar o Chromium em Linux de forma nativa.

As funções estão no mínimo: não há separadores, não há barra de favoritos, não há menus, não há nada; apenas temos uma janela na qual conseguimos ver páginas. É muito? É pouco? Não sei, só sei que este é o primeiro passo “visível” para alcançar a versão final, e o mundo Linux passar a contar com mais um excelente browser.

google-chrome-ubuntu

Ponto de destaque desta pré-alpha: É muito, mas mesmo muito rápido. Sem qualquer exagero, posso dizer que é o browser mais rápido que já testei (incluindo o Google Chrome para Windows) – principalmente no arranque, que é quase instantâneo. Ok, eu sei, ele ainda não tem quase nada implementado e que com o tempo há-de ficar mais pesado. Mas de uma coisa tenho a certeza: este “menino” vai ser uma “flecha” em Linux (ao contrário do Firefox que mesmo sem extensões leva bastante tempo a arrancar).

Para o instalar no Ubuntu 8.10 (Intrepid Ibex) vamos ter de começar por adicionar o repositório:
deb http://ppa.launchpad.net/chromium-daily/ppa/ubuntu intrepid main

Nota: Para instala-lo no Ubuntu 9.04 (Jaunty Jackalope), basta substituir, no repositório, a palavra “intrepid” por “jaunty”.

Vamos também adicionar a chave GPG deste repositório, bastando para isso copiar/colar este código na consola (terminal):
sudo apt-key adv --recv-keys --keyserver keyserver.ubuntu.com FBEF0D696DE1C72BA5A835FE5A9BF3BB4E5E17B5

Agora, basta actualizar as fontes:
sudo apt-get update

E por fim, instalar o pacote chromium-browser.

Agora que o Chromium já está instalado, poderão acede-lo através do menu Aplicações> Internet> Chromium; ou, caso este menu não vos apareça, através do comando chromium-browser (tanto pela consola como pelo Alt + F2).

Como já disse noutros artigos e por outros blogs, não me parece que o Chrome seja uma ameaça para o Firefox: Aqui a guerra resume-se em arranjar boas plataformas para uma web aberta e sem os protocolos e soluções manhosas do Internet Explorer. Webkit ou Gecko? Os dois, porque ambos estão no caminho dos standards, ambos estão no caminho da verdadeira liberdade na web (esta versão do Chromium atinge 100/100 no acid3, mas mostra “linktest failed”. Depois desse objectivo ser alcançado, só posso desejar que ganhe o melhor.

Fonte: Ubuntued e um obrigado ao Ricardo Ferreira por me ter alertado para este lançamento.

O meu music player de eleição chegou finalmente à versão final. Entre as várias novidades há que destacar:

  • Obtenção da capa do álbum (manualmente);
  • Watch folders, ou seja, sempre que a pasta com músicas for alterada, essa modificação irá reflectir-se na nossa biblioteca;
  • Melhoramentos no Gstreamer;
  • Melhor suporte ao protocolo “MTP Device”;
  • Aumento de performance.

Quem quiser instala-lo no Ubuntu, pode sacar o pacote .deb aqui. As versões para Windows, Mac OS X e Linux (tarball) podem ser sacadas a partir do respectivo link.

Até agora só tenho a apontar-lhe o peso excessivo que continua a ter – o primeiro arranque é mesmo muito lento, pelo menos no meu Ubuntu. De resto, posso dizer que estou satisfeito com esta versão, sobretudo por passar a monitorizar as pastas de música; o que me evita andar a adicionar manualmente as músicas novas.

Mais uma actualização do Pidgin. Esta está recheada de correcção de bugs para o protocolo MSN (msnp15). Podem ver as alterações desta versão aqui.

Para instala-la no Ubuntu 8.10 terão de desinstalar a versão antiga e fazer o download e instalar os novos pacotes por esta ordem:

Nota: Pacotes compilados pela equipa Getdeb. Quem quiser ver a entrevista que fiz ao seu criador (João Pinto), pode clicar aqui.

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